Projetos de Extensão
Projetos de extensão da Faculdade de Ciências Sociais. Ações construídas em diálogo com movimentos sociais, escolas, coletivos, instituições públicas e comunidades.
Pihhy: Plataforma de Formação, Pesquisa e Circulação de Saberes e Práticas Indígenas
Coordenador: ALEXANDRE FERRAZ HERBETTA
A Revista Pihhy, “semente” em mehi jarka, língua do povo Mehi-Krahô, é uma iniciativa desenvolvida em parceria com o Programa Conexão Cultura e Pensamento (SEFLI/MinC), idealizada por Naine Terena. A partir da proposta já consolidada da revista, este projeto busca fomentar processos de formação continuada de pessoas em todo o país, por meio da circulação de produções intelectuais indígenas fundamentadas em conhecimentos plurais e ancestrais. Com edições digitais em português, formatos bilíngues e em inglês, a revista reúne conteúdos em múltiplas linguagens (escrita, áudio e audiovisual), abordando temas como educação, direitos, ciência, saúde, sustentabilidade, política e artes. O projeto fortalece práticas educativas interculturais, contribui para a implementação da Lei nº 11.645/08 e amplia o acesso a conhecimentos indígenas no sistema educacional brasileiro, promovendo a valorização da diversidade epistemológica e da produção intelectual indígena.
FCS integrada à comunidade na promoção da diversidade, equidade e inclusão em Goiás
Coordenadora: CAMILA ROMERO LAMEIRAO
O conhecimento que produzimos na Universidade precisa e deve ser estendido para fora das fronteiras acadêmicas e estar acessível à sociedade. Por isso, acreditamos que as atividades de extensão são meios valiosos que possibilitam a nossa interação e relacionamento com o que nos circunda, para além da Universidade, proporcionando trocas que transformam o que produzimos em benefício de diferentes grupos, comunidades e coletivos que compõem a sociedade. Além de constituírem fontes de aprendizados e novos saberes para a comunidade da Faculdade de Ciências Sociais (FCS) – afinal, a interação com públicos diversos informa e reelabora o conhecimento que produzimos -, as ações de extensão representam oportunidades para contribuirmos de forma prática com diversas questões, problemas, debates e processos que perpassam o lugar, sobretudo o estado e os municípios de Goiás, em que a nossa unidade acadêmica está inserida. O Projeto “FCS integrada à Comunidade” pretende se constituir em uma ferramenta por meio da qual o conhecimento produzido nas atividade de ensino, nas pesquisas e ações de extensão desta unidade acadêmica, em seus distintos campos de conhecimento, esteja acessível a diferentes públicos (como profissionais da imprensa, gestores/as, lideranças comunitárias, 3º setor, educadores/as, estudantes, políticos/as, sociedade civil), de modo a exercer, em um sentido prático e efetivo, com o compromisso e a responsabilidade social inerentes ao campo das ciências sociais, das relações internacionais, da museologia e das políticas públicas. Com o intuito de contribuir para a promoção de ações de impacto social na comunidade goiana, serão priorizados neste projeto, ações e estudos que se atenham a temáticas correlatas à diversidade, equidade e inclusão relativos ao estado e/ou aos municípios de Goiás. Adicionalmente, busca-se com este projeto de extensão ampliar as fontes de informação e aprendizagem que orientam os processos de ensino e a produção científica e técnica da unidade, considerando que os temas e problemas que se apresentam em nossa comunidade devem orientar o processo de construção de conhecimento a que nos dedicamos.
Pátio da Ciência: um núcleo museológico da UFG
Coordenador: CARLOS AUGUSTO RIBEIRO JOTTA
O Pátio da Ciência é um projeto de extensão do Instituto de Física da UFG que transforma o pátio entre os institutos de Física e Química em um museu a céu aberto para educação científica não formal. Voltado à população geral e a estudantes do Ensino Fundamental e Médio (prioritariamente da rede pública), tem como objetivo promover a popularização da ciência por meio de experimentos interativos e visitas mediadas por monitores – discentes da graduação e pós-graduação capacitados em comunicação pública da ciência. O atendimento ocorre às segundas, quartas e sextas, das 8h30 às 12h, em duas modalidades: visitas espontâneas e agendadas para escolas. O projeto integra ensino, pesquisa e extensão, formando recursos humanos e gerando indicadores anuais de público (média de 5000 visitantes/ano). Mais informações podem ser encontradas no website www.patiodaciencia.ufg.br.
Ativismos, Neurodivergências, Direitos Sociais e Políticas Inclusivas
Coordenador: CARLOS EDUARDO HENNING
Intitulado “Ativismos, Neurodivergências, Direitos Sociais e Políticas Inclusivas” envolve o desenvolvimento de um projeto de extensão relacionado a neurodivergências contemporâneas como o TEA - Transtorno do Espectro Autista; o TDAH - Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade; as AHSD - Altas Habilidades / Superdotação, entre outros na contemporaneidade, na comunidade da UFG - Universidade Federal de Goiás e também para a comunidade externa à UFG. Conectado às linhas de extensão: Direitos Individuais e Coletivos; Saúde Humana; Grupos Sociais Vulneráveis, este programa visa produzir e analisar iniciativas variadas, dentro e fora da UFG, que envolvam a produção de conhecimento e de ações em prol da ampliação e aperfeiçoamento dos direitos sociais e das políticas inclusivas no que tange a pessoas neurodivergentes. No âmbito interno da UFG, este programa visa organizar um coletivo de pessoas neurodivergentes (sobretudo TEA, TDAH e AHSD, entre outras) sejam elas docentes, TAEs - Técnicos Administrativos em Educação, (assim como outras carreiras de funcionários atuando na UFG, inclusive terceirizados/as), ou discentes (tanto de graduação, quanto de pós-graduação). Em um âmbito externo, este programa visa contribuir para instrumentalizar instâncias da UFG para fomentar iniciativas de extensão também para a comunidade externa à universidade e que seja composta por pessoas neurodivergentes, assim como por pais e mães de pessoas neurodivergentes, de maneira a contribuir com o avanço de conhecimentos e iniciativas em direção a uma ampliação dos direitos sociais e de políticas inclusivas a pessoas neurodivergentes em seus mais variados matizes e espectros.
Ateliê da palavra: produção e circulação de textos e outros saberes
Coordenadora: DANIELLE TEGA
O presente projeto de extensão tem por objetivo compartilhar práticas de leitura, escrita e circulação de textos por meio de atividades de mediação entre a comunidade da UFG e a comunidade externa. Buscamos promover encontros que possibilitem a socialização de diferentes formas de ler, relatar, escutar, escrever e divulgar textos e outras produções, estabelecendo um estreito diálogo entre saberes acadêmicos e não acadêmicos. Nossa fundamentação teórica não está separada da prática coletiva, pois partimos do pressuposto segundo o qual os saberes acumulados ao longo das trajetórias particulares oferecem contribuições para o processo compartilhado de produção do conhecimento. Nesse sentido, este projeto situa-se no campo das teorias e metodologias que não separam sujeito de objeto, nem teoria de prática, com base em saberes que provêm dos feminismos anticapitalistas, antirracistas, populares e decoloniais, dos estudos queer e das pedagogias engajadas que entendem a educação como prática da liberdade. As ações privilegiam a horizontalidade, construída por estratégias diversas como rodas de conversa, oficinas, eventos, criações coletivas e ações interdisciplinares que visam à valorização de saberes, à escuta atenta e ao incentivo de produções autorais e coletivas. Esperamos que este projeto tenha como resultado a produção de textos e de outros materiais que sejam frutos desses encontros e parcerias.
Violências de gênero e resistências em cena
Coordenadora: DANIELLE TEGA
Este projeto tem como objetivo contribuir com os debates em torno das violências de gênero por meio da realização de encontros mediados pelo cinema e por demais produtos audiovisuais em diferentes territórios da cidade de Goiânia e região. O projeto busca, com linguagem simples e acessível, realizar cine-debate sobre temas como gênero, sexualidade, direitos humanos, acessibilidade, violência doméstica, violência familiar, violência política, racismo, capacitismo, feminicídio, masculinidades, entre outros. Além disso, o projeto propõe um duplo movimento: a) divulgar e difundir com a comunidade externa materiais já produzidos na universidade, compartilhando textos e cartilhas com as pessoas participantes dos encontros; b) produzir coletivamente novos materiais que possam auxiliar no debate, prevenção e denúncia de diferentes tipos de violência de gênero. A metodologia é inspirada tanto na educação popular feminista, articulando marcadores sociais como gênero, raça, classe, sexualidade, acessibilidade, entre outros, como na perspectiva cineclubista, composta pelo tripé exibição, mediação e debate. Com isso, o cinema e o audiovisual compõem um processo educativo e democrático que não atua apenas como entretenimento, mas como ferramenta crítica para estimular as trocas de saberes, a socialização dos conhecimentos e a reflexão sobre a realidade.
Politizar UFG Senado
Coordenador: DIEGO TRINDADE D AVILA MAGALHAES
O Politizar UFG Senado é uma atividade de extensão universitária em parceria com o Senado Federal do Brasil, que criou a iniciativa chamada Oficina Legislativa, que consiste em metodologia de desenvolvimento de ideias legislativas aplicada por docente para que a sua turma de discentes possam cadastrá-las no Portal e-Cidadania do Senado Federal. Daí, senadores poderão pautá-las no Senado para virarem leis. O Politizar UFG Senado figura como subproduto do Programa Politizar da UFG, que visa ampliar os conhecimentos sobre as normas e processos legislativos, bem como aproximar sociedade do Senado Federal do Brasil. Preveem-se três ambientes para a implementação do Politizar UFG Senado. O primeiro é em salas de aula de disciplinas de diversos cursos na UFG. O segundo é em instituições do ensino médio parceiras do Projeto Politizar UFG Goiânia, com estudantes dessas escolas. O terceiro é online e envolve estudantes de Relações Internacionais da UFG com matrícula ativa ou egressos do curso, de modo que possam participar das sessões de sabatina de diplomatas.
COMUNIDADE FCS NAS REDES – 2025/2026
Coordenador: ELDER PEREIRA DIAS
A presente ação de extensão “Comunidade FCS nas Redes – 2025/2026” avança no aprimoramento da interação digital entre a Faculdade de Ciências Sociais (FCS) da Universidade Federal de Goiás, seu público interno e a comunidade externa, seja por meio da página institucional (site), seja por meio dos perfis da Faculdade nas plataformas e redes sociais (YouTube, Instagram, Facebook etc.). O projeto dá sequência ao trabalho que a unidade acadêmica tem desenvolvido nesse âmbito nos últimos cinco anos, em que logrou cada vez mais efetividade no contato com a sociedade civil em geral, bem como suas lideranças comunitárias, autoridades, instituições e setores organizados, além de egressas e egressos do quadro da Faculdade, expandindo o alcance e abrindo valiosos canais de interlocução.
Caminhos de Esperança - Projeto de Formação Integral para Protagonismo Juvenil do Observatório Juventudes na Contemporaneidade e do CAJUEIRO
Coordenador: FLAVIO MUNHOZ SOFIATI
Caminhos de Esperança - Projeto de Formação Integral para Protagonismo Juvenil do Observatório Juventudes na Contemporaneidade e do CAJUEIRO é um espaço de formação (virtual e presencial) de lideranças comunitárias que acontece desde 2013, já envolveu 22 países é oferecido em Português e Espanhol.
Politizar Goiânia
Coordenador: FREDERICO HENRIQUE GALVES COELHO DA ROCHA
O Projeto Politizar é um projeto da Faculdade de Ciências Sociais que visa envolver estudantes da UFG e escolas de ensino médio de Goiânia em simulações de sessões legislativas no âmbito municipal, na Câmara Municipal de Goiânia, com apoio e monitoria de estudantes de graduação da UFG, principalmente dos cursos de graduação da FCS. Dessa forma, visa ampliar os conhecimentos sobre as normas e processos legislativos, bem como aproximar os estudantes de um dos órgãos oficiais de representação política.
Observatório dos Povos Indígenas de Goiás: direitos humanos, saberes do cerrado e inclusão social
Coordenador: MANUEL FERREIRA LIMA FILHO
O projeto "Observatório dos Povos Indígenas de Goiás: Direitos Humanos, Saberes do Cerrado e Inclusão Social" surge da necessidade urgente de monitorar, documentar e promover os direitos humanos das populações indígenas do estado de Goiás. Este projeto de extensão visa integrar esforços acadêmicos, comunitários e governamentais para assegurar a visibilidade e a proteção dos direitos desses povos. Compreendendo a riqueza dos saberes tradicionais, suas especificidades étnicas e históricas, e a importância da inclusão social, o observatório atuará como um elo entre as comunidades indígenas, a sociedade civil e as instituições públicas, promovendo a justiça e a equidade.
Ser-Tão pela Igualdade: Ações plurais em gênero e sexualidade
Coordenadora: MARCELA AMARAL
O presente projeto reúne ações de extensão novas, e algumas já consolidadas pelo Ser-tão - Núcleo de Ensino, Extensão e Pesquisa em Gênero e Sexualidade desde sua criação em 2006, que em seu conjunto procuram promover uma cultura de respeito aos direitos humanos voltada à superação das resistências e exclusões à diversidade na sociedade, conectando saberes comunitários e acadêmicos em prol de uma sociedade pautada na justiça, no respeito e na equidade. Tais ações consistem em: 1) Ciclo de diálogos online com figuras públicas, ativistas e pesquisadore/as, conduzidos por professoras vinculadas ao Ser-tão e transmitidos ao vivo em canal do YouTube (Abismos e Horizontes: Diálogos sobre o presente-futuro); 2) Ciclos de formação em gênero e sexualidade, em formatos variados (cursos, grupos de estudos, rodas de conversa, etc); 3) Exibição de filmes no Cineclube Ser-tão; 4) Divulgação científica sobre gênero e sexualidade e a memória do grupo, por meio da manutenção de página na web e redes sociais digitais; 5) Circuitos de caminhadas por Goiânia (Ver-a-cidade com o Ser-tão); 6) Realização de espaços de debates inter-núcleos sobre pesquisas em andamento; 7) Estreitamento das conexões e trocas com movimentos sociais, órgãos governamentais e grupos da sociedade civil, tendo em vista as necessidades de promoção e diálogo sobre as diferenças na sociedade; 8) Criação de redes e parcerias com outras instituições de ensino e com a mídia tradicional e digital; e 9) Realização de eventos acadêmicos variados (mesas redondas, palestras, simpósios, oficinas, entre outros).
PSICANÁLISE E SOCIEDADE - A CONTRIBUIÇÃO PSICANALÍTICA PARA COMPREENDER O SOCIAL
Coordenador: NILDO SILVA VIANA
O projeto de extensão “Psicanálise e Sociedade – A Contribuição Psicanalítica para Compreender o Social” visa incentivar pesquisas e reflexões, bem como socializar os seus resultados, sobre a relação entre “psicanálise e sociedade”, o que remete, por sua vez, para outras relações, como as existentes entre “sociologia e psicanálise”, “sociologia, psicologia social e psicanálise” e outras relações no interior dessas. Tendo em vista os processos sociais contemporâneos, a procura cada vez mais intensa de atendimento psicanalítico e psicológico, torna-se de extrema relevância a socialização da produção intelectual sobre as interfaces entre universo psíquico e sociedade e entre as ciências envolvidas nessas reflexões, tais como a psicanálise, a sociologia, a psicologia social, a antropologia e a ciência política. Nesse sentido, o projeto de extensão visa, sob forma virtual, atingir um público mais extenso e interessado nessas interfaces, e, para tal, desenvolverá propostas de reflexão e pesquisa, bem como palestras e discussões públicas, sobre essa temática. O presente projeto de extensão se vincula, por sua vez, com dois projetos de pesquisa em andamento, um sobre “sociologia psicanalítica”, que está em período de encerramento, e outro sobre “análise do discurso psicanalítico”, que está se iniciando esse ano.
Podcast Socializando: Temporada Ciências Sociais e Música
Coordenadora: SUZANE DE ALENCAR VIEIRA
O Podcast Socializando é construído coletivamente por estudantes e professores do ensino superior e da educação básica, desde o ano de 2020. Essa forma de ensino de sociologia mediado pela produção do podcast é desenvolvida como uma metodologia horizontal e dialogada de aprender, ensinar e socializar por meio da comunicação digital (VIEIRA e RABELO, 2022). O projeto venceu o 11o prêmio Professor Rubes Murillo Marques da Fundação Carlos Chagas em 2022, prêmio voltado para docentes formadores da licenciatura. Atualmente o projeto está sendo ampliado para coordenar novas linhas de desenvolvimento em perspectiva interdisciplinar e atender a novos desafios da formação docente do licenciando como também da divulgação científica das ciências sociais. O projeto avança na produção de mais uma temporada buscando favorecer o aprimoramento da comunicação digital, o desenvolvimento de capacidades e competências relacionadas ao uso de tecnologias digitais, a curricularização da extensão nos cursos de licenciatura, a reflexão sobre as transformações indicadas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino de sociologia. A nova temporada terá como tema Ciências Sociais e música e terá como integrantes discentes do terceiro período do curso de ciências sociais (matutino) e abragerá as atividades das disciplinas de Sociologia 3 e Antropologia 3, ministradas respectivamente pelos professores doutores Jean Carlos Gomes Camargo e Suzane de Alencar Vieira. O modo de trabalho e de produção dos episódios seguirá a metodologia ativa de aprendizado baseado em projeto (PBL). Nosso próximo desafio é produzir episódios articulando os saberes, competências e habilidades de discntes da UFG combinada à divulgação científica e à comunicação digital em perspectiva interdisciplinar e horizontal.
Olga Benário Centro de Pesquisa e Simulação
Coordenadora: MARINA BOLFARINE CAIXETA
O Centro de Pesquisa e Simulação Olga da Universidade Federal de Goiás (UFG) se propõe a atuar como uma instituição do curso de Relações Internacionais visando atender a certas demandas relacionadas à graduação e às escolas de ensino básico. O projeto busca incentivar os discentes a desenvolverem produção científica sob orientação docente. E, posteriormente, divulgar o produto para alunos de ensino básico, incluindo médio e fundamental. Assim, os interesses do Centro estão ligados à produção acadêmica, promoção de espaço para práticas internacionais, tais como simulações de negociações em organismos internacionais, e a democratização do conhecimento. Além disso, o projeto promove a autonomia intelectual dos discentes, por meio da apresentação e discussão de temas relevantes para a sociedade, desenvolvendo a troca entre a comunidade e a academia.